sexta-feira, janeiro 18

Veneno da Água Parada


Entrevista cedida por Reuben Da Cunha Rocha - integrante da Revista Pitomba - por via e-mail pra Diego Pires

DÚVIDA: A maioria dos integrantes da Revista Pitomba reside fora do Maranhão, ou são poetas/escritores mortos (sem menosprezar seus legados).  Queria saber mesmo, acho muito importante pra quem ler a revista.  Qual é a proposta ou as propostas?

Primeiro, vamos rever a contagem dos corpos: a revista é feita por três maranhenses, dois deles vivem em São Luís. Os colaboradores, como os editores, estão todos vivos. A não ser por alguns estrangeiros: mas esses foram traduzidos pelos vivos. De resto, tem gente de Alagoas, Ceará, Piauí, Bahia, Pará, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, e até do Maranhão. Pessoalmente, gosto de definir a Pitomba! como uma revista de poesia, artes gráficas e sacanagem. Publicamos textos, histórias em quadrinhos, fotonovelas, fotografias e qualquer coisa que se consiga imprimir. Mas o critério dificilmente seria geográfico: não trabalhamos no IBGE, nem estamos no business do folclore. Gostamos de gente instigada de qualquer lugar.    

DETALHE: Por que a Revista não tem $preço impresso?

Não sei. Mas o custo, garanto, está todo lá.
 
TROCADILHO: Pitomba é fruta do inicio das chuvas no Maranhão e em tempo de seca pretendem continuar as publicações? (A revista não é mensal, semanal é aleatório o tempo - sazonal).  

Periodicidade é um tipo de compromisso que não temos dinheiro, tempo ou nervos para assumir. Nem consigo me lembrar em que data as edições saíram. Tentamos levar a revista ao ritmo da nossa paciência, acho. Além do mais, não esqueça de que o tempo, como explica o samba, é um pássaro de natureza vaga.
 

EU: Por que Narrativa Pessoal não é pretexto?

"Narrativa pessoal não é pretexto. Contexto não é desculpa" está na contracapa da última edição. Quando escrevi esse texto, pensava em meia dúzia de sentidos -- e pensei em outros agora a pouco, quando li tua primeira pergunta. Mas não posso nem quero monopolizar a leitura do que escrevo. Prefiro que um eventual leitor (bem-vindo e livre) leia sozinho e faça o que quiser com isso.  

EXTRAS

Google Adsense rima com poema?

Não sei o que é "google adsense", e nem tenho certeza de saber o que é um poema.
 
E por fim como é de praxe nas entrevistas por aqui pode dizer QUALQUER COISA p/ os leitores do Ponto.

Gozem enquanto há tempo. Acompanhem os lançamentos da Pitomba Livros e Discos. E como diz o preto velho: esperem veneno da água parada.
 

3 comentários:

Anônimo disse...

Seria "Pitomba" um alucinógeno?




Mirante.

Giuliano disse...

eu só quero saber se quando o reuben da cunha parir o filho do rei que ele tem na barriga vocês vão publicar aqui?

.continuando disse...

Essa entrevista teve muitas visualizações, o que é bom. Espero que tb tenha rendido comentarios em alguma roda de conversa, nas redes socias, etc... só teve 2 comentarios por aqui - se é um Alucinógeno? Eu não sei, mas acredito q é uma revista que tem ser lida qualquer q seja a posição politica, ideológica, e essas coisas que por fim terminam em sectarismo ( a qual começo a entender essa palavra). Se vamos publicar o rei na barriga? Claro que não, por que é uma metáfora ( apesar q gostamos de metaforas), ainda que fosse o dom sebastião. Fiz as perguntas em 20 min ( talvez era pra ter pensado mais )- pra tentar um esclarecimento sobre a revista. Espero q eles continuam as publicações. o maranhão precisa disso, de revistas, publicações de gente daqui, muita gente ta lendo coisa de fora, de outras países e não conhece mesmo o q tao fazendo por aqui, e é coisa boa, sem dúvidas. O miolo da proposto do Ponto tb é muita parecida, colacomos nossos textos, apesar que falamos de outros, de mortos, estrangeiros, coisas que achamos que é necessario sacar, coisas q nos influenciaram - no fim queremos ser lidos .... é isso aí galera esquerda, direita, centro, periferia que tem acesso a internet e caiu por aqui.

um grande abraço.

diego